Quem sou eu

Irajá, Rio de Janeiro, Brazil
Estive deprimido nos últimos anos mas parece que acabou. Amanheci muito bem na segunda e continuei bem a semana toda. Percebi uma coisa muito importante. Percebi que sou livre. Estou no auge de minha forma física e mental e sou livre como nunca fui. Livre como talvez nunca vou ser. Mais livre do que a maioria das pessoas que conheço jamais será.

sábado, 27 de outubro de 2007

Minha primeira vez num blog

De fato, quando aos quinze anos comecei a escrever o primeiro volume de minhas “Memórias”, intimamente eu imaginava que após minha morte algum amante da arte descobriria meu talento oculto para a literatura e faria publicar integralmente a obra de minha vida, que em pouco tempo seria aclamada pela crítica e público como uma das maiores autobiografias de todos os tempos, e best-seller em mais de cinqüenta e oito países... No entanto, ao imaginar este futuro promissor, ao mesmo tempo em que me satisfazia com a idéia de que um dia meu talento seria finalmente reconhecido, também sentia-me envergonhado ao cogitar que meus sentimentos mais escondidos estariam à disposição de toda a coletividade, inclusive de meus pais. Se bem que, já estando morto (e provavelmente eles também), este problema de acanhamento estaria naturalmente solucionado.

Mas enfim, o fato é que após dez anos estou aqui, vivo e sem vergonha e, embora tenha muito a dizer, não faço a mínima idéia de como começar.

Aliás, se o objetivo de um Blog é que outras pessoas leiam aquilo que escrevemos, como conquistar nosso público? Como realizar a incrível proeza de fazer com que internautas tão cheios de opções tenham vontade de ler o que escreve um cara , completamente comum e desconhecido, sem que este precise lançar mão de meios em geral mais atrativos como contos eróticos, por exemplo?

Pensando bem, existe uma palavra que está em minha cabeça enquanto reflito sobre isso, e essa palavra é entretenimento. E isso me diz que não importa do que eu fale, quer seja da minha vida, do tempo, das fofocas da tevê ou de minhas opiniões políticas ou religiosas, o que qualquer público deseja é se entreter: rir, chorar, refletir, identificar-se com alguma opinião ou até mesmo se irritar com ela... enfim, o lance é transformar qualquer coisa em algo interessante e capaz de provocar sentimentos, com exceção do tédio (e talvez do nojo).

Eis aí um conselho que posso deixar a todos os autores de Blog que porventura tenham chegado até aqui, um conselho de um novato completamente inexperiente, mas não por isso dispensável, acredito.

Isto posto, uma coisa posso prometer a você, leitor recém apresentado a mim nesse diário público e coletivo de idéias mutantes: que irei até os confins de tudo o que sei e não sei a fim de buscar assuntos que dêem vida a cada palavra que escrever aqui, para que você sinta vontade de voltar mais e mais vezes, simplesmente por achar interessante.

ﮒﻷŖэņęģắđởﻷﮓ

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