Quem sou eu

Irajá, Rio de Janeiro, Brazil
Estive deprimido nos últimos anos mas parece que acabou. Amanheci muito bem na segunda e continuei bem a semana toda. Percebi uma coisa muito importante. Percebi que sou livre. Estou no auge de minha forma física e mental e sou livre como nunca fui. Livre como talvez nunca vou ser. Mais livre do que a maioria das pessoas que conheço jamais será.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Dentro de uma mente Maligna Parte II

Contos
Meu nome é Tommas, meu sobrenome há muito esqueci. Se você está lendo essa carta é porque finalmente foi cumprida minha sentença de pagar com a vida todos os erros que cometi ao longo de minha vida, os quais eu sinceramente sabia que não podia ter evitado. Você, cristão, puritano, provavelmente esta repugnando essas palavras, mas saiba você que dentro de toda mente humana há um lado obscuro que desperta ou não dependendo de suas escolhas, eu fiz a minha, você, as suas, mas isso não nos torna diferentes.

Para você entender o que levou a fazer tudo que fiz, tenho de te contar como tudo começou. Eu nasci no meio de uma família muito pobre, era o segundo de sete irmãos, dois meninos e cinco meninas. Minha mãe lavava roupa para fora para nos sustentar enquanto meu pai bebia o dia todo, e quando ela chegava em casa eles nos deixava trancados para o lado de fora da casa enquanto a espancava e abusava sexualmente. Minha mãe começou a ficar muito fraca devido a uma pneumonia que adquiriu lavando as roupas de madrugada depois que meu pai dormia e numa manhã cinzenta de inverno ela morreu. Eu temi pelo meu futuro e dos meus irmãos, mas o pior estava por vir. Meu pai cada vez mais bêbado passou a abusar sexualmente de nós, seus filhos e filhas. Duas das meninas, mais novas e sem comida não suportaram e morreram. Os vizinhos souberam disso, pois viram meu pai jogar os corpos delas dentro do rio fétido que passava atrás de nossa casa e o denunciaram a policia. Meu pai foi preso e meus irmãos e eu fomos levados para o orfanato. As três meninas foram rapidamente adotadas por uma senhora com muitas jóias que se apegou a beleza delas, já que todos nós tínhamos olhos azuis e cabelos loiros, mas ela não queria meninos. Eu nunca mais as vi.

Depois de um mês no orfanato fomos levados por um homem que construía casas e precisava de jovens aprendizes. Daria-nos comida, lar e uma profissão em troca de nossa ajuda. Parecia o inicio de uma nova fase feliz na nossa vida, porém no fim da primeira semana de trabalho acordei com os gritos de meu irmão e vi o homem que nos adotara violentando-o. Eu pulei em cima dele, mas eu era pequeno apesar de ter treze anos. Fui atirado contra a parede e acordei com o homem abusando de mim, e meu irmão desfalecido num canto. Eu achei que ele estava morto e aquilo aumentou meu ódio. Quando o desgraçado finalmente adormeceu, fui até a pequena cozinha da casa peguei uma faca, voltei ao quarto e a penetrei fundo no coração dele. O homem teve apenas tempo para abrir os olhos e levantar a mão, mas já era tarde. Ouvi então, para minha surpresa, meu irmão me chamando aterrorizado. Ajudei-o a juntar suas coisas e decidimos fugir, mas não poderia levá-lo comigo. Caminhamos até a estrada e depois disso caminhamos em sentidos opostos, sem olhar para trás. E nunca mais o vi.

O tempo foi passando e eu aprendi a trabalhar e me defender. Ajudava arduamente os comerciantes das cidades por onde passava em troca de alimento e abrigo, e logo cresci e tornei um rapaz muito atraente e não podia deixar de notar os olhares das mulheres sobre meu corpo enquanto trabalhava, e então conheci a mulher de um fazendeiro das proximidades. Ela era linda, olhos verdes ardentes, cabelos cor de fogo, e uma boca cheia de volúpia, que sussurrava que queria ser minha, mas eu tinha medo, pois às lembranças da infância vinham à tona sempre que ela me beijava. Numa noite enquanto dormia no fundo do armazém da pequena cidade senti um corpo quente sobre o meu, e ia me defender julgando ser algum ladrão, mas me deparei com os olhos verdes que tanto me provocavam. Ela começou a me ensinar a amar e logo eu estava em cima dela num ritmo frenético, quando coloquei minhas mãos em torno do seu pescoço e com aquilo senti mais e mais prazer. Ela estava visivelmente sufocando e eu continuava a apertar até que, ao atingir o clímax, quebrei o pescoço da minha ruiva. Aquilo me deu uma carga de satisfação e prazer que eu nunca tinha sentido, parecia que ao matar aquela mulher, eu matava meu pai e o novamente o homem que me havia adotado. Arrumei minhas coisas e sai pelo mundo sem rumo repetindo com várias mulheres o ato de sedução e morte.

Quando fiz vinte e sete anos resolvi deixar a costa norte do país e me dirigi ao sul. Logo cheguei numa pequena cidade chamada Samesville, e arrumei trabalho como ajudante de um homem chamado Joseph. Era um homem bom, honesto e que tinha Deus no coração. Enquanto trabalhei com ele parecia que eu tinha recuperado minha fé no Senhor. Um dia ele me convidou para trabalhar e viver em sua fazenda que era a dez minutos da cidade. Chegando lá não pude deixar de me deslumbrar com sua esposa Emilly, que era jovem, cheia de vida, curvas perfeitas, boca vermelha e carnuda olhos muito negros combinando com as tranças que lhe caiam pelas costas, mas resolvi não provocar, pois era uma mulher apaixonada pelo marido, extremamente religiosa e uma excelente mãe, além do mais eu havia decidido deixar a minha vida de pecados para trás, junto com a última mulher que eu violentara e matara usando uma cinta. Eu trabalhava arduamente, foi quando comecei a notar a filha dos meus novos patrões. Sarah era uma garota de quatorze anos, cabelos ruivos soltos caindo lindamente pelo rosto, olhos azuis como os do pai, muito esperta e agitada. Muitas vezes enquanto eu estava sentado no feno descansando ela vinha e se sentava no meu colo, e o calor daquele corpo pequeno reascendeu meus instintos, eu a empurrava levemente, mas ela voltava me abraçava, me beijava no rosto e falava que eu era o melhor tio do mundo.

Num fim de tarde, às vésperas do Outono, enquanto eu guardava as ferramentas, Joseph me chamou para comer pão de milho, mas eu queria ir me lavar antes. Fui até o pequeno lago, tirei a roupa e mergulhei. Quando voltei à tona, Sarah estava de pé ao lado das minhas roupas sorrindo, quando pedi que se virasse ela disse que não podia, pois me amava e queria que eu amasse também. Então eu me vesti e a levei até dentro da pequena mata que ficava nas redondezas, lá estendi minha camisa no chão, ela se deitou e eu comecei a amar. Soltei a fita que pendia os cabelos vermelhos e então na minha mente veio a primeira mulher da minha vida, e quando eu vi, Sarah estava inerte, pálida e sem vida sob meu corpo, enquanto o laço de fita estava preso ao pescoço branco. Desesperei-me e resolvi pegar o corpo dela e levar para longe da fazenda dos seus pais. Após deixá-la na beira de um outro lago voltei para a costa norte, e lá fui peso, pois as netas de uma outra mulher que havia matado me reconheceram e denunciaram. Mas, isso foi a melhor coisa que me aconteceu. Agora pagarei com a vida por ter privado tantas mulheres de suas vidas. E você que ama e respeita suas mulheres, filhos, filhas e irmãs, tenha esse relato na cabeça. O inimigo pode estar ao lado.


Esse conto é uma obra de ficção não baseado em fatos reais e complementa a primeira parte dessa historia.

Fantasmas!

Para você que sempre sonhou em ver fantasmas ao vivo, William Hundley,um fotógrafo texano dá uma mãozinha.

Em seu trabalho ele fotografa pessoas pulando cobertas de tecido e o resultado é no mínimo surpreendente.

Agora, eu fico imaginando a reação das pessoas ao ver álguem todo enrolado num pano preto pulando do seu lado no meio da rua!




Aqui, você encontra uma animação em flash (muito bacana, por sinal).

E no Flickr dele tem mais fotos!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Esperança Para o Futuro

Um dia eu pretendo ter filhos. Não agora, pois ainda tenho muito a construir na vida, mas creio que chegará o momento em que estarei pronto para tão importante tarefa.

Muitos podem argumentar que fazer isso hoje em dia é um absurdo. Para que colocar mais alguém num mundo com tanta violência, pobreza e tantos outros problemas? Mas eu não penso assim!

Em maior ou menor escala, problemas sempre existiram, e eles só poderão ser resolvidos pelas próximas gerações, a partir do terreno preparado pelas anteriores. Por isso, se não continuarmos a nossa espécie, não teremos as chances necessárias para mudar tudo.

Só que não estou dizendo que devemos sair por aí fazendo filhos a torto e a direito, sem nenhuma preocupação, pois eles resolverão tudo. Se isso for feito dessa forma, o problemas só tenderão a piorar.

Portanto, temos que fazer a nossa parte, trabalhando para deixar o melhor mundo possível para os nossos filhos, e criando essas crianças com grande responsabilidade, para que eles cresçam e saibam do seu importante papel.

Se todos fizermos um pouco já estaremos fazendo muito! Uns ajudam os desamparados, doam sangue ou alimentos, enquanto outros ajudam a minimizar a mediocridade do mundo, trazem alegria e muito mais. São formas completamente diferentes de agir, mas igualmente importantes para todos.

Temos que ficar contentes, então, quando vemos as pessoas que ajudam a melhorar o mundo se preparando para criar a próxima geração, pois podemos ter certeza que eles o farão tão bem quanto tudo o que já fazem com maestria.

Boa sorte a vocês, portadores da Esperança para o Futuro!

Pouco antes da Playboy

Com suas meias 7/8 e extravagantes cintas-liga, corpetes com babados rosa e ingênuos lacinhos na cabeça, elas incendiaram o universo masculino durante mais de 3 décadas.

As Pin-ups não precisavam mostrar os seios (embora o tenham feito em determinadas ocasiões) ou outras partes íntimas. Os homens da década de 40 a 60 contentavam-se com imagens de garotas em roupas, acessórios e posições sensuais estampadas em cartões (os famosos Girlie Postcards), ou espécies de pôsteres ou calendários que podiam ser pregados na parede com um alfinete (em inglês: pin, daí o nome Pin up).

Durante os difíceis anos de guerra, pin-ups, calendários, cartões e bottons foram colecionados com afinco por rapazotes rumo aos acampamentos.

Com o tempo surgiram revistas especializadas nisso que hoje chamamos de arte, mas que na época deveria ser uma vulgaridade aos olhos mais conservadores. Eram as Girlie Magazines, avós da Playboy.

Diferente de se deixar fotografar para uma revista masculina hoje, onde é possível aproveitar-se da Idade do Ouro dos meios de comunicação para auto projetar-se, as modelos que pousavam para os artistas das pin-ups eram em sua grande maioria completamente desconhecidas ou simplesmente fruto da imaginação de quem desenhava.

Corpos e performances flutuantes no imaginário masculino, sem nome ou identidade. A personalidade ficava por conta dos artistas que, além disso, realizavam o que hoje é deixado para o Photoshop, ignorando pequenos defeitos e acrescentando sensualidade.

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Sensualidade anônima

Algumas garotas, no entanto, ficaram bastante famosas. Tais personalidades nem precisavam das mãos mágicas e photoshopicas de um ilustrador. Suas pin-ups eram fotos reais.

É o caso de Betty Grable, conhecida por ter as pernas mais belas da época, posteriormente colocadas no seguro, e elevada ao título de Rainha das Pin-ups.

Rita Hayworth, célebre por seu papel em Gilda, teve uma de suas pin-ups sobre um projétil lançado em Bikini, e ficou conhecida como a Garota Atômica.

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Grable: A Rainha das Pin ups

Marilyn Monroe pousou nua para um calendário antes da fama e estreou a Playboy, saindo na capa da primeira edição, em 1953. Suas imagens foram estampadas até em baralhos.

Não menos ilustre que as últimas, Bettie Page, num estilo singular, transformou-se em ícone do sadomasoquismo.

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Miss Page para capa da Eyeful

Pôr do Sol

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Com será o Amanhã, após este Pôr do Sol?

O que esperar do próximo Raiar?

Sol ou Chuva?

Verão ou Inverno?

Calmaria ou Tempestade?