(Tenho andado a pensar em sorrisos...)
Creio que foi o sorriso,
O sorriso foi quem abriu aporta.
Era um sorriso com
muita luzlá dentro,
apeteciaentrar nele,
tirar a roupa,
ficar
nu dentro daquele
sorriso.
Correr,
navegar,
morrer
naquele sorriso.
ﮒﻷŖэņęģắđởﻷﮓ
Quem sou eu
- ﮒﻷŖэņęģắđởﻷﮓ
- Irajá, Rio de Janeiro, Brazil
- Estive deprimido nos últimos anos mas parece que acabou. Amanheci muito bem na segunda e continuei bem a semana toda. Percebi uma coisa muito importante. Percebi que sou livre. Estou no auge de minha forma física e mental e sou livre como nunca fui. Livre como talvez nunca vou ser. Mais livre do que a maioria das pessoas que conheço jamais será.
sábado, 15 de março de 2008
O Sorriso
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domingo, 9 de março de 2008
Mais Que Um Café da Manhã
Por mais complexa que uma pessoa possa parecer, é impressionante como sempre podemos encontrar algo que, apesar de parecer simples para a maioria, é capaz de trazer imensa felicidade para alguém.
Eu, por exemplo – ôpa, não pensem que sou um poço de mistérios – fico muito feliz quando tenho a oportunidade de tomar Café da Manhã em um hotel.
Antes que me entendam errado, não pensem que falo de hotéis sofisticados ou que não considero aceitável nenhum hotel classificado com não menos que uma Via Láctea de estrelas. Dormir em hotel é bom, ainda mais quando se está bem acompanhado, mas estou falando apenas do Café da Manhã.
Mesmo os mais simples, nas mais simples pousadas, já são suficientemente especiais para me levarem a um mundo mágico. Frios, pães, doces, sucos e frutas servidos à vontade, onde qualquer combinação é válida. Basta ter um pouco de criatividade e um pratinho na mão.
Se eu não estiver sozinho então, que maravilha! Poder conversar neste momento é sempre agradável para mim, sem levar em conta as surpresas que as preferências individuais podem causar. Pode ser super divertido constatar que alguém, como você, gosta muito de comer flocos de milho com suco de laranja ao invés de leite, ou que alguém seja capaz de cometer a heresia de passar maionese num pedaço de bolo. Ah, acreditem, pois já vi isso!
Pensando um pouco mais, percebo que existem inúmeras coisas simples que poderiam me deixar muito bem em diversos momentos. Tomar um banho numa ducha bem forte, cochilar em uma banheira com água quente, encontrar dinheiro em alguma roupa há muito não usada ou descobrir um ótimo livro em um sebo. Todas coisas muito simples, mas que para mim fazem um bem danado.
Talvez por estarmos sempre correndo tanto, preocupados com tantas coisas para fazer e problemas a serem resolvidos, nos esquecemos de sentir prazer com as pequenas besteiras da vida.
Abrir os olhos: é o que tenho que fazer para não deixar passar esses pequenos detalhes que podem transformar um dia corrido e cansativo, em um grande momento de felicidade.
P.S. Existem momentos em que amenidades são o melhor a ser escrito.
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Eles Estão Prestes a Atacar
Após revelar bravamente ao mundo a conspiração movida a Rolos de Papel Higiênico e Canetas BIC, volto para trazer à tona mais um alerta!
A população mundial ainda não se deu conta, mas quem quer que sejam os responsáveis por esses fatos – ainda estou tentando decifrar os códigos do papel higiênico – está chegando cada vez mais perto de seus objetivos.
Já com os olhos abertos às ameaças, pude perceber outros estratagemas usados por esses malfeitores para nos espionar e controlar as nossas vidas.
Em primeiro lugar temos as lapiseiras, em especial as da marca japonesa Pentel. Um único exemplar do singelo dispositivo pode revelar alguns dos piores sentimentos humanos como a ira, a inveja, a cobiça e a mentira.
Quem nunca presenciou ou se viu envolvido em uma típica discussão provocada por uma Pentel anda muito distraído.
Bastam duas pessoas possuidoras da mesma lapiseira para que ocorra, por exemplo, uma dessas duas situações:
Situação 1: Uma das pessoas acabou de perder a lapiseira.
A frase será tão imediata quanto certa: “Então foi você quem pegou a minha lapiseira???”. Aliada, é claro, a um olhar de ódio que pode ser percebido a quilômetros.
É claro que a segunda pessoa irá se exaltar, para defender seu precioso (precioso!) bem ou, quem sabe, estará se esforçando ao máximo para preservar em sua posse o objeto recém adquirido.
Situação 2: Os dois iniciam inocentemente a comparação das condições das suas lapiseiras.
Como um ato tão banal poderia representar algum perigo? Em geral, a conversa começa amigável, com cada um contando suas histórias com o lápis mecânico (uma fonte de insanidade?) e há quanto tempo a possuem.
Neste ponto é que eles perdem o controle e começam a discutir quem tem a lapiseira há mais tempo, qual delas está melhor conservada e muitas outras coisas.
Bom, já vi algumas brigas que chegaram a resultados trágicos.
Além disso, da mesma forma que as BIC’s, a Pentel tem a capacidade de desaparecer e reaparecer do nada, mas com um diferencial importantíssimo: ela sempre tem um álibi para o desaparecimento, pois todos desejam a preciosa lapiseira, e sempre é de se esperar que alguém a pegue “acidentalmente”.
Às vezes os larápios se arrependem, outras vezes, não, e todos aceitam isso, mas na verdade elas estão cumprindo parte da seu dever de levarem as informações coletadas em nosso cotidiano.
O pior de tudo é que estou com um grande problema. De alguma forma surgiu uma BIC sobre a minha mesa e uma Pentel se posicionou no meu bolso. Percebo agora o quão frágeis somos ante essa terrível ameaça, pois quem garante que elas não podem mudar do modo de observação para o de ataque?
Aguardem novos contatos, pois ainda tenho muito a revelar sobre a conspiração que se agita sob os nossos pés, ou melhor, dentro das gavetas de escrivaninhas e estojos escolares!
P.S.: mantenham os clipes metálicos sob discreta vigilância.
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domingo, março 09, 2008
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Aperte o Gatilho
Maldade e professores são quase-sinônimos. Não é a toa que ainda vou ser professor! Hehehe! É pensando no parentesco dos mestres com Renato Mendes, Laura Prudente da Costa e Laurinha, em Rainha da Sucata, que escrevi este novo post. Se você também odeia seus professores, arma em punho! Aperte o gatilho!
VIOLETA - Violeta/Violenta/Violeta-rima-com-capeta – essa mulher é terrível, temida em toda o ensino fundamental; viveu uma transformação incrível – mas continua violenta. Nota mais alta nas turmas dela? 2,5, 3,4 – experimente ficar roxo como uma flor. Violeta, uma flor de pessoa...
EMÍLIA EMÍLIA EMÍLIA- essa chamava a gente de "pessoas quase agradáveis"...
MONICA (dentucinha e sabichona)- essa me disse uma vez: "Você tem problema? Sai do Brizolão, garoto!" - eu a respeito por isso.
EDITE (pochetuda)- essa chamávamos de diabo de bolinha. Por quê? Ela é má, tem cabelos grisalhos e usa sempre um conjuntinho amarelo de bolinhas brancas. Jesus salva!
Zeferina (eu amo!!!)- maravilhosa! Vira o cabelo o tempo inteiro na aula, inteligentíssima, pessoa de hiperfinotrato – todos os alunos a admiram por seu afã revolucionário... Magavilha!
MARIA RITA - a nariguda- ela é louca, pus uma citação num trabalho ela disse que era cópia. Deu zero. Tem uma peculiaridade: o nariz dela é quase to tamanho do bico de um tucano.
LUIS ALBERTO: Este falava: "Isto é muito interessante" umas 3.402 vezes na aula às 7:00 da madrugada.
SEU ZÉ (esse cara é bom) - certa vez, surtou na aula e disse: "Onde eu estou!" Rah!!!
MANUEL (o português!) - uma vez ele me pegou lendo um gibi na sala.
RONALDES GOLIAS - além de ter nome de humorista do SBT (Ronaldes é nome de quem trabalha no SBT, mesmo que não haja), eu nunca o vi na escola... Deve ser porque eu não vou.
LUIS EDMUNDO - ele disse semana passada pra um garoto: Você é mais bonito que inteligente - coragem.
HENRIQUE (Alex Kid, pros íntimos) - canta todas as alunas – daí você imagina a categoria da peça.
MARIA DO CARMO FELIX - nós a chamamos carinhosamente de "Fidedigna", por repetir essa palavra insistentemente. Outro apelido carinhoso é: Avó da Barbie.
CLAUDIA CUNHA – algumas más línguas a chamavam também de Cláudia Cão. Não concordo. Olha que classe: Faz dança de salão, muda o cabelo toda a semana e distribui zeros. Gosto de seu estilo de vida.
MELINDA MIRANDA - é surda; ensina LIBRAS. Mas dá zero como ninguém.
ÂNGELA RORÔ - todo fim de semestre ela tem câncer, some com as notas e não entrega a ninguém, depois volta feliz no início para ensinar filologia românica. Bargh!
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domingo, março 09, 2008
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Ligações Perigosas: Tecnologia de Última Geração e a Hipermoderna Família Brasileira
O pós-moderno nunca existiu. É o que defende Gilles Lipovetsky. Sendo ele mesmo um dos filósofos que popularizaram a idéia de pós-modernidade, afirmou recentemente que nunca houve algo parecido com o que se propunha. Na verdade, desde a década de 50, estaríamos vivendo apenas uma forma diferente de modernidade. Mais avançada. Uma hipermodernidade. Um moderno mais moderno do que nunca.
De 50 pra cá, a vida do homem moderno mudou sensivelmente em todos os aspectos. A modernidade nos trouxe liberdade sexual e vibradores de diversos tamanhos e cores. E o mais importante e relevante para este texto: a modernidade nos trouxe conforto através de objetos eletrônicos diversos. De liquidificadores a celulares com câmeras fotográficas embutidas, a modernidade nos trouxe até uma máquina que serve apenas para descascar frutas.
Mas ignorando o óbvio que é tudo isso, é evidente que toda essa parafernália eletrônica de que dispomos é de grande valor. Contudo, o que poucos percebem é que essa explosão de máquinas para usos diversos no mínimo contribui para a “burrificação” da sociedade. Não estou atentando unicamente para o fato de que na década de 50 as mulheres sabiam descascar frutas. A conseqüência é mais abrangente.
A parafernália veio. Mas com ela não veio o conhecimento científico/tecnológico que nos permite, por exemplo: tirar fotos dos amigos bêbados com um telefone, ou mandar torpedos com o nick “GaTiNhA_mAnHoSa”. Os eletrônicos foram feitos para leigos continuarem leigos. Você não aprende a usar um objeto, e muito menos compreende os princípios científicos utilizados na produção do mesmo. Você apenas aprende que apertar uns botõezinhos resulta num efeito útil a sua necessidade momentânea.
E isso é confortável. Não saber é confortável. Não ter que aprender é confortável. Foi com esse espírito que nosso mundinho ocidental entrou nessa nova fase, onde uma rede de computadores interligados pela internet tem agora a importância que a televisão já teve. Sim, foi exatamente com esse espírito de preguiça mental que nós entramos na hipermodernidade e... quebramos a cara.
Definitivamente os computadores não são como as outras máquinas. Com relação a este objeto, ou você sabe exatamente o que está fazendo, ou ele constitui aquilo que chamaremos aqui de “treco”. E a conseqüência direta de nossa preguiça mental é que sim, os computadores vivem dando treco.
Trecos são fenômenos não esperados. Os seres humanos não estão preparados psicologicamente para lidar com os mesmos. O que enche o bolso de técnicos evangélicos diversos, que consertam o seu computador e logo após instalam a mais nova versão da Bíblia on line.
Os números não mentem. Todas as pessoas do mundo inteiro já foram capazes de constatar o óbvio: os computadores dão mais treco do que as máquinas de lavar. O computador, além de ser algo extremamente útil também é um organismo vivo cabuloso. Esta pequena máquina à sua frente é capaz de lhe despertar o mesmo ódio que você sentia da sua Tia Alda, quando ela te obrigava a ir fantasiada de pierrô, numa festinha onde todas as suas amiguinhas estavam vestidas de oncinhas ou odaliscas.
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domingo, março 09, 2008
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