Quem sou eu

Irajá, Rio de Janeiro, Brazil
Estive deprimido nos últimos anos mas parece que acabou. Amanheci muito bem na segunda e continuei bem a semana toda. Percebi uma coisa muito importante. Percebi que sou livre. Estou no auge de minha forma física e mental e sou livre como nunca fui. Livre como talvez nunca vou ser. Mais livre do que a maioria das pessoas que conheço jamais será.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Solidão 2...

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Há dias em que se acorda extenuado. Em que o dia está cinzento. Mas muito mais que o ver cinzento, o sentimos cinzento.
Há dúvidas dolorosas que, de repente, primeiro se insinuam e depois, sem nada conseguirmos fazer, se instalam.
Há um nó que nos vence e que ocupa aquele lugar indefinido entre a garganta e o peito, e que aumenta à medida que as perguntas crescem. E como sempre, com estes nós, as primeiras perguntas nunca são, porquê, mas são, sempre, o que é que se fez de errado.
As voltas na cama, o sono que não chega, o cansaço, a espera, a preocupação, a certeza que as circunstâncias têm uma força enorme nas nossas vidas, mas, sobretudo, a certeza, que algures, num qualquer momento pode estar a resposta que não se encontra, fazem-nos apressar a hora de arrumar os sacos. Talvez o verde ajude a acalmar a pressão que o nó teima em fazer, pensamos.. Mas, quando tudo está pronto, quando só falta mesmo o verde, vêm-nos à memória as vezes todas em que a vida nos ensinou que estes nós nunca têm solução lá fora. E, então, resta-nos pegar nos sacos e pensar que a vida também se engana. Há vezes em que não se tem outra escolha.
Até mais logo.

Todos Nós Precisamos de Amor

Todos nós precisamos de amor. O amor faz parte da natureza humana - tanto quanto comer, beber, e dormir.
Muitas vezes sentamos diante de um belo pôr-do-sol, completamente sós, e pensamos:
"Nada disto tem importância, porque não posso compartilhar esta beleza com alguém." Nestes momentos, vale a pena perguntar: quantas vezes nos pediram amor, e nós simplesmente viramos o rosto para o outro lado? Quantas vezes tivemos medo de nos aproximar de alguém, e dizer, com todas as letras, que estávamos apaixonados?
Cuidado com a solidão.
Ela vicia tanto quanto as drogas mais perigosas. Se o pôr-do-sol parece não ter mais sentido para você, seja humilde, e parta em busca de amor. Saiba que - assim como outros bens materiais -, quanto mais estiver disposto a dar, mais você receberá em troca.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Sendo diferente...

Quando fiz meu blog, o fiz por achar que poderia escrever e ser lido por pessoas de vários lugares. Bem, logicamente percebi depressa que estava enganado. Os Blogs tem uma coisa esquisita que prendem nossa atenção e nos fazem dedicar várias idéias, que poderiam ser melhor aproveitadas noutras paragens, em suas páginas virtuais. Meu blog já passou por diversas fases, todas elas incomuns e impróprias de publicação. Teve seus momentos cults, nos quais chegou a receber elogios de pessoas consideráveis nessa coisa de criticar os diários eletronicos alheios. Teve seus momentos Hebert Vianna, apostando que mesmo que corresse em busca de algo sempre chegariam na sua frente. Teve seus momentos de 'cadê minha bolsa?' e 'Por que tudo acontece comigo?'. Este blog certamente não é o que eu imaginei quando acessei a página do blogspot e me cadastrei. O Renegado, que se tornou, na verdade não passa de uma repetição inconstante do que sou ou queria ser. Não é literatura quando se pretende literatura; não quer somar leitores quando expõe tópicos com dezenas de comentários; e quando pretende ser ouvido é replicado pelo vazio do anonimato do pé de página. O engraçado disso tudo é que o espaço que se abriu com a internet para a publicação de textos de todo o tipo é espantoso. Hoje qualquer pessoa que tenha acesso a rede pode publicar textos de diversas intenções. Poderia fazer um blog que reunisse as receitas de minha mãe e certamente teria muitas visitações. Poderia transformar essa capacidade de enganar os outros em parábolas de auto-ajuda e quem sabe começar minha carreira de publicação na editora sextante. Poderia escrever pequenos capítulos toda a semana e reeditar a idéia dos folhetins românticos. Poderia publicar qualquer coisa, qualquer besteira e torná-la pública, acessível a milhares de pessoas do mundo todo. Uma coisa que pode parecer, num primeiro momento, simples na verdade é uma loucura sem precedentes. A difusão da palavra escrita e dita 'literária' ganhou contornos avassaladores sobre o mercado editorial e sobre a mídia de pequeno porte. A internet, através dos Blogs, Flogs, Fotologs e afins, abriu um precedente inigualável e de duas latentes vias para a escrita e os que escrevem. O precedente parte do princípio de que todos podem escrever e publicar, uma espécie de democratização de um meio até então considerado elitista, mas, ao mesmo tempo, deixa uma enorme lacuna para quem lê (se alguém se interessa em ler) quando tenta distinguir do que se trata e se podemos denominar essa experiência de literária. Meu Blog nunca teve a intenção de ser literário por que sempre quis com ele brincar das coisas que não sou quando tento escrever literatura (eu disse tento), mas é fascinante perceber o número de pessoas que leva isso realmente a sério e transforma seus diários virtuais em verdadeiros portifólios textuais de suas melhores experiências. O Renegado pode estar com os dias contados. Pode ser que seu fim chegue logo, com um simples desuso no atualizar ou o total abandono de login. Pode ser que o retarde até o último momento na tentativa de salvá-lo a qualquer custo e de continuar escrevendo sobre a melancolia de se ter um blog. Duro ou caroável, seu fim chegará como todos os outros, mas encontrará a casa limpa, a mesa posta, cada coisa em seu lugar. Olhando outros Blogs, entre milhões existentes, eu vi que alguns não são de apenas uma pessoa, mas de vários colaboradores, pessoas que não querem ter a responsabilidade de ter um blog, mas que tem ideias ótimas para uma postagem.
Não vou citar nomes e nem o endereço dos blogs. Acho que tem que ser deveria ser do interesse de todos procurar e ler esses blogs.
Achei bacana a ideia dos colaboradores, apesar de ter notado que a grande maioria cursa ou se formou em Jornalismo, achei bacana a ideia de um Blog com várias mentes trabalhando juntas. Várias ideias se fundindo em um único espaço, significa vários pontos de vista diferentes, várias opiniões unicas, diferentes e originais para um unico texto, que no caso seria muito mais bem vindo e aceito por todos.
Vamos ver como esse aqui fica.....

Frases de efeito para dias como os nossos.

Vivemos a era da folga, da falta de respeito, da despreocupação com o direito dos outros. Um mundo em que os meus direitos começam onde terminam os seus desde que eu não atrapalhe a sua conversa no celular em plena Avenida Rio Branco em horário de pico. Visto isso, seguem algumas frases de efeito para aqueles dias em que sua vontade era a de comprar para metade da população mundial uma passagem só de ida com destino a Plutão, quem nem planeta mais é.


No ônibus lotado
(Você está próximo da porta, pois vai descer no próximo ponto)
- (Empurrando) Você vai descer
- Não! Estou parado aqui na porta atrapalhando sua passagem, pois o maior prazer que eu tenho na vida é ver a cara de idiota das pessoas quando faço isso.

No Trabalho
(Após uma discussão que te provocou taquicardia um gerente te pergunta)
- Você está nervoso comigo?
- Não! Eu deveria estar nervoso com um bicha, brocha, que quase me fez perder o emprego e me fez gastar uma fábula com calmantes? Imagina bobo!

Numa festa de família
(Você encontra aquela prima que não vê desde a época das Diretas Já)
- Nossa, quanto tempo! Você está mais gordinho, parece até uma gravida (apontando para suas gorduras localizadas)
- Pareço sim, e é do seu marido! Você quer ser a madrinha?

Na festa de fim de ano da empresa
(Você acabou de receber uma promoção, aumento de salário e um prêmio por desempenho)
- Nossa, meus parabéns! Me diga, o que você fez para receber tantas regalias?
- Ué! Você não sabia?! Eu sou amante da chefe, consegui tudo isso em troca de sexo fácil.

Você apresenta sua família ao seu chefe
- Olha! Esses são seus irmãos? Eles não parecem nada com seu pai e sua mãe e muito menos com você!
- Pois é, é que eles são filhos do pedreiro que fez nossa casa.

Na praça de alimentação do shopping
(Sua namorada deixa a bolsa está em cima de uma cadeira enquanto ela vai ao banheiro)
- Você vai usar essa cadeira?
- Não vou não, essa bolsa está aí descansando, pois acabou de voltar de um retiro espiritual no Tibete.

Numa liquidação de roupas
- Você vai levar essa calça que está aí na sua cesta?
- Não vou não. Mas ela vai ficar aqui porque eu gosto de ver a cara de frustração de pessoas frustradas como você. Há, há, há.

No cinema
(Você decidiu assistir a um filme sozinho)
- Oi, lindo está sozinho?
- Não! Minha namorada foi ali recarregar o pente de munição da AR-15 dela, mas volta em alguns minutos para que possamos massacrar a platéia dessa sessão. Gostaria de nos fazer companhia?


Pequenas polêmicas

Eu sempre considerei a nossa Consolidação das Leis do Trabalho (ou CLT para os íntimos) fruto de momentos de carência da nossa sociedade puramente paternalista. O custo que as empresas tem para manter o funcionário registrado hoje em dia seriam suficientes para manter dois funcionários (o que tecnicamente contribuiria com a diminuição do desemprego) ou para, no mínimo, pagar um salário mais justo para quem trabalha subordinando a alguma empresa, o que (tecnicamente falando também) proporcionaria a muita gente a chance de ter uma vida mais digna, com um pouco mais de cultura, educação, saúde e bem estar com um bom bocado a menos de dor de cabeça com as contas vencendo.
E todo esse custo adicional, acreditem, não é decorrente do tempo que o funcionário está na empresa, e sim do tempo em que ele passa em casa aos fins de semana remunerados, feriados, férias, dias abonados e por aí vai. Aqui cabe aquela outra polêmica, de que o Brasil que diz que o Brasil é um dos países que menos trabalha no mundo, dada a quantidade de feriados. Porém, vale ressaltar que regiões como alguns estados do Sul e Sudeste mesmo com todos feriados e dias santos produz metade (ou mais) do PIB do país.
Voltando à questão do custo por funcionário, supondo que nossa CLT não fosse tão rígida e permitisse que as empresas, ao invés de pagar mais de 100% de custo a cada funcionário, tivesse a liberdade de distribuir livremente esses rendimentos aos funcionários, isso favoreceria o crescimento como um todo já que diminuiriam os custos. Não seria ótimo?
Bom, talvez não, porque pelo baixo nível de cultura financeira da grande maioria da população, logo esses rendimentos seriam gastos de forma inadequadas, e o aumento da quantidade de moeda em movimentação certamente faria aumentar a inflação (o que nem sempre é necessariamente ruim) e essa não é a meta econômica do nosso atual governo. Por outro lado estamos tão dependentes dessas “regalias” tão duramente conquistas ao longo dos anos de trabalho, crescimento do país, e ditadura, que quando por algum motivo elas nos faltam causam desespero. Vejam meu caso: como fui registrado ano passado uns seis meses antes do final do ano o meu décimo terceiro na verdade será metade (menos impostos) do que deveria ser. E o plano de ter algum dinheiro guardado ou aplicado para um futura emergência vai por água abaixo, sem falar que a gente sempre conta com esse dinheirinho para comprar um mimo mais caprichado para quem a gente ama. É complicado controlar idéias polêmicas que te dizem que o certo seria “X” quando na verdade o nosso comodismo afirma que é bom vivermos na situação “Y”. Polêmicas a parte, dica da financeira da tia Rê: quem recebeu o décimo terceiro e não está comprometido com dividas, apliquem em alguma aplicação de renda fixa, pois como diria minha mãe: quem guarda tem.